A vida de Daniel Torres daria um romance. Nasceu em Santa Vitória do Palmar – Brasil, de Pai chileno, Mãe argentina e cresceu no Uruguai.

   Alfabetizado em Espanhol retornou ao Rio Grande do Sul já adolescente e só então começou a falar o português.

   Daniel Torres nasceu em meio ao mundo do espetáculo e da música: seus pais eram artistas de circo e também trabalhavam no rádio como atores.

   Ainda guri fugia de casa para ouvir grupos de músicos no Chuí, aos nove anos estudou música em Montevidéu, e de repente, aos 13 estava em Horizontina, no interior gaúcho, onde começou a cantar em conjuntos de baile.

   Em 1983, aos 24 anos, resolveu tentar a sorte em Porto Alegre. Em seguida, já estava na Cervejaria Barril, cantando em espanhol um repertório de músicas românticas e latino-americanas.

   Um dia foi ouvido pelo cantor Leopoldo Rassier que o convidou para integrar um grupo do qual participavam: Airton Pimentel e Antonio Augusto Fagundes, que mais tarde participaria do primeiro MusiCanto. E ai começa a trajetória musical de Daniel Torres, que hoje é conhecia por todos.

   Desde então, participando da maioria dos festivais nativistas, ele colecionou mais de 50 troféus de melhor intérprete.

   Em 1989 foi indicado para o Premio Sharp de cantor revelação de música regional. Em 1997, recebeu o troféu Vitória de melhor intérprete do Rio Grande do Sul, concedido pelo Governo do Estado. Daniel Torres, o cantor do MERCOSUL, é a voz da integração pampeana.

“Eu conheço vários Daniel Torres e gosto de todos: o Daniel Torres cantor, o Daniel Torres compositor, o Daniel Torres pai de família, o Daniel Torres amigo. Muito jovem ainda, os caminhos da América se abrem diante dele, cruzando o pampa de três países, rachando a Cordilheira dos Andes, rumo ao infinito. Ouvir Daniel Torres é ouvir a América cantando”.  

(Antônio Augusto Fagundes)